Mundo de Game of Thrones – A Song of Ice and Fire
Artigo convidado. Autor VitorX do podcast X-Wars. Escute no Spotify ou Apple Podcasts.
Dragões!
“Dragões são inteligentes, mais inteligentes que homens de acordo com alguns meistres. Eles tem afeição por seus amigos e fúria para com seus inimigos.”
Tyrion Lannister
Os dragões são enormes répteis voadores que podem cuspir fogo, eles possuem um poder terrível e devastador, capaz de destruir exércitos e transformar cidades inteiras em cinzas. Homens que foram capazes de domar e montar dragões como bestas de guerra os usaram em batalha e para forjar vastos impérios nos continentes de Essos e Westeros. O maior desses impérios foi a Cidade Franca de Valíria, forjado pelos senhores dos dragões valirianos.

Os dragões são criaturas reptilianas com escamas, com apenas duas pernas e duas asas, usando suas asas como pernas da frente quando se locomovem no solo (George R. R. Martin decidiu criá-los assim porque segundo ele as criaturas do mundo conhecido tem quase sempre quatro membros, colocá-los com 2 asas e quatro patas seria antinatural). Tem dentes e garras afiados, asas de couro e pescoços e caudas longas, com cristas espinhosas nas costas.

Quando pequenos, têm o tamanho de um gato, mas podem crescer a dimensões gigantescas de maneira tal que podem engolir um mamute inteiro com uma só mordida. Os polidos crânios dos dragões Targaryen parecem ônix brilhante, e seus dentes são adagas curvadas de diamante negro. Seus ossos são negros devido à grande concentração de ferro. O osso de dragão é uma matéria prima muito procurada, pois é forte como aço, leve e muito mais flexível, e, claro, completamente à prova de fogo. Os arcos de osso de dragão são muito apreciados pelos dothrakis. Um arqueiro assim armado pode atirar flechas mais longe do que com qualquer arco de madeira.
Historia
Os dragões são nativos do continente de Essos, e foram descobertos 5 mil anos atrás pelos Valirianos nos Quatorze Chamas, um anel de vulcões na Península de Valíria. os Valirianos tornaram-se mestres na arte de criar dragões, usando-os como armas em guerras para erguer um grandioso Império. Após a Perdição de Valíria, os únicos dragões que se sabe terem sobrevivido pertenciam aos Targaryen da Pedra do Dragão.
A Casa Targaryen os usou para conquistar e forjar os Sete Reinos. No decorrer de cento e cinquenta anos, os Targaryen montaram seus dragões como símbolo de seu poder.

Foi construído o Fosso do Dragão em Porto Real para criar e abrigar os dragões, e mantiveram no mínimo 19 criaturas (número de crânios guardados nos porões da Fortaleza Vermelha). Com o passar dos séculos, os dragões Targaryen pereceram, a maioria deles tendo sido morta na Dança dos Dragões, e nas gerações seguintes não tornaram-se tão grandes como seus pais e acabaram extintos, ou assim se acreditava, até os eventos ocorridos com Daenerys Targaryen.
Origem
A origem dos dragões é envolta em mistérios e superstições. Uma das lendas mais populares é a de que no passado havia duas luas no céu, porém uma delas se aproximou demais do Sol e acabou rachando com o calor, se mostrando um gigantesco ovo de onde saíram centenas de milhares de dragões. Estes, por estarem próximos do Sol, beberam suas chamas, ganhando assim a capacidade de cuspir fogo. Ainda segundo esta lenda, a lua remanescente nos céus de Westeros um dia também vai se aproximar demais do Sol e vai se rachar como sua irmã, liberando uma enxurrada de novos dragões que dariam início a segunda era dos dragões no mundo.
Os umbromantes de Ashai dizem que os dragões vieram das Terras Sombrias do extremo leste, uma região selvagem e inóspita, de onde quase nenhum homem pode voltar vivo. Segundo eles, um povo ancião, em um tempo a muito esquecido, levou os dragões para Valíria e, ali, transmitiram seu conhecimento de como domar as bestas para uma nova geração.

Os próprios valirianos tem as suas lendas que dizem que os ovos de dragão foram primeiramente achados nas Quatorze Chamas e que eles próprios seriam descendentes dessas criaturas magníficas e por isso só aqueles com sangue da antiga Valíria poderiam ser montadores de dragões.
Septão Barth
Aqui entra um personagem bem interessante do universo de George R. R. Martin, o Septão Barth. Barth foi descrito como uma pessoa de fala simples, que possuía uma mente brilhante e de origem plebeia, filho de um ferreiro. Após integrar-se à Fé dos Sete, sua inteligência foi reconhecida por sua ordem, e o nomearam para supervisionar a biblioteca da Fortaleza Vermelha, cuidando dos livros e registros do Rei.

O Rei Jaehaerys I Targaryen, que adorava ler, conheceu Barth e os dois desenvolveram uma amizade. O rei viu o valor de Barth e eventualmente o nomeou Mão do Rei. Muitos lordes de linhagem longa e nobre desprezaram a indicação do filho de um ferreiro para um cargo de tanto prestígio, o segundo maior de todo o reino. Porém a história mostra que Barth se destacou no ofício e serviu como Mão do Rei até a sua morte. Os quarenta anos em que foi Mão são geralmente referenciados como sinônimo de prosperidade, assim como o reinado de Jaehaerys I.

Com o auxílio de Barth, Jaehaerys implementou melhorias no reino como nenhum rei jamais havia conseguido. Jaehaerys criou códigos de conduta unificados, para que desde o Norte até as Marcas de Dorne o reino compartilhasse leis em comum. Grandes obras foram implementadas para melhorar Porto Real, como esgotos, drenos e poços. Barth acreditava que água fresca e descarte dos resíduos eram essenciais para a saúde da cidade.
Barth foi enviado para Vilavelha para forjar um acordo duradouro entre o Trono de Ferro e a Fé dos Sete. O acordo tirou o direito da Fé de conduzir julgamentos enquanto ao mesmo tempo Jaehaerys prometeu diante do Trono de Ferro que a coroa sempre defenderia a Fé. A grande rixa entre a coroa e a fé foi desfeita por conta deste acordo.
Enquanto foi dito que a rainha Alysanne Targaryen foi o grande amor de Jaehaerys, Barth foi seu grande amigo. Nenhum homem de nascimento humilde chegou tão alto quanto este septão de fala simples, mas grande inteligência.
Barth escreveu vários livros e tratados mas o que nos interessa aqui é a sua “coletânea” sobre dragões chamado Dragões, Wyrms e Serpes: História Antinatural. Nesse livro ele afirma que os dragões não possuem um sexo definido, podendo mudar de acordo com a necessidade, para botar ovos por exemplo. Mas o mais polêmico e interessante achado de Barth em seus estudos foi que os dragões foram criados pelos magos Valirianos através de uma mistura de Magia de Sangue e engenharia genética, misturando os wyrms, com as serpes e com sangue Valiriano.

Os wyrms de fogo são criaturas serpentóides com um número não definido de membros parecidos com braços, eles têm a capacidade de cuspir fogo, mas não tem asas e vivem dentro das montanhas cavando o solo para seus habitats. Os jovens não são maiores do que o braço de uma criança, enquanto que os adultos podem alcançar tamanhos enormes.
Eles foram encontrados por escravos da Cidade Franca de Valíria nas minas das Quatorze Chamas onde eram explorados metais preciosos. De acordo com relatos antigos, os wyrms de fogo estavam nas Quatorze Chamas muito antes dos dragões. Eles são muito agressivos e não têm medo dos homens. Muitos escravos e capatazes foram perdidos para essas criaturas nas escavações valirianas.
Serpes são lagartos alados do mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo que vivem no misterioso continente de Sothoros. São tidos como as maiores ameaças desta terra e a principal razão de não haver exploração e colonização dos homens neste local. Eles são considerados como primos dos dragões, sendo muito semelhantes tanto em personalidade, aparência e em poder, apesar de serem de menor porte. São ditos como ainda mais agressivos e ferozes que os dragões, o que leva a crer que não devem ter uma alta racionalidade.
Segundo o estudioso os Magos de Sangue valirianos capturaram exemplares dessas duas criaturas e fizeram um ritual onde reuniram as melhores características de cada uma delas (a capacidade de voar das serpes e sua anatomia geral e o cuspir fogo e tamanho descomunal dos wyrms) juntamente com sangue valiriano, criando assim a montaria mais poderosa que já existiu. O sangue criaria um vínculo com aquele povo de modo que só eles pudessem domesticar as magníficas criaturas. Segundo ele também, esses mesmos magos misturaram o sangue dos dragões com os Valirianos das principais casas, criando assim uma raça que poderia ser mais resistente ao fogo e que possuía os traços vistos nos livros como os cabelos prateados e os olhos púrpuras. Essa mistura explicaria porque Daenerys, Rhaenyra e Viserys I tiveram filhos natimortos com características dracônicas como escamas, asas e garras durante os livros da saga. Seria uma mutação genética causada pelos genes dracônicos que eles possuíam.


O único problema dessa teoria seria que parece haver relatos de que dragões existiram antes da fundação de Valíria. Mas como esses relatos são muito antigos, pode se dizer que não são precisos ou que as próprias serpes e wyrms deram origem a essas lendas e os Magos Valirianos se inspiraram nelas para criar seus dragões. De qualquer maneira, o importante é que essas criaturas magníficas aterrorizam e fascinam os habitantes do mundo de Gelo e Fogo a séculos, bem como a nós admiradores da obra de George R. R. Martin.
Dracaris!

Se quiser saber mais sobre o mundo das Crônicas de Gelo e Fogo procure pelos livros abaixo.
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